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Panorama da soberania brasileira

O que o Brasil já tem, o que usa de fato e o que ainda precisa desenvolver, setor por setor. Soberania não é isolamento: envolve poder decidir, operar e evoluir as tecnologias de que dependemos. Uma tecnologia estrangeira de código aberto não passa a ser brasileira por ser usada aqui, mas pode contribuir para a nossa autonomia quando podemos usá-la, hospedá-la, adaptá-la e mantê-la.

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Infraestrutura

Redes, nuvem, computação, espaço, segurança e chips: a base física e lógica de tudo o mais.

Redes, interconexão e domínios

O país já tem infraestruturas brasileiras concretas de interconexão, de domínios .br e de conectividade acadêmica, em boa parte sob o NIC.br. O desafio é torná-las mais resilientes e mais presentes fora dos grandes centros. 9 itens
Disponibilidade Consolidado Maturidade Funcional Adoção Funcional Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

  • IX.br Brasileiro Em operação Infraestrutura

    Iniciativa do CGI.br/NIC.br. Mantém pontos de troca de tráfego que permitem a interconexão direta entre redes.

    Fonte: README do MSB.

  • RNP, Rede Ipê Brasileiro Em operação Infraestrutura

    Infraestrutura nacional de conectividade acadêmica.

    Fonte: README do MSB.

  • Registro.br Brasileiro Em operação Serviço

    Administra o registro de domínios .br.

    Fonte: README do MSB.

  • NIC.br Brasileiro Em operação Entidade

    Entidade sem fins lucrativos que executa as decisões do CGI.br. Reúne Registro.br, CERT.br, Cetic.br, Ceptro.br, IX.br e Ceweb.br.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.NIC.br, quem somos

  • NTP.br Brasileiro Em operação Serviço

    Distribuição da hora legal brasileira, a cargo do Ceptro.br.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.NIC.br, quem somos

  • SIMET Brasileiro Em operação Serviço

    Medições independentes de qualidade da conexão, para apoiar provedores com dados de rede.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.NIC.br, quem somos

  • Cetic.br / TIC Domicílios Brasileiro Em operação Pesquisa e indicadores

    Pesquisa nacional sobre acesso e uso de TIC; permite estudar desigualdades de conectividade, mas não mede sozinha a autonomia das redes.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Cetic.br / TIC Domicílios

Alternativas livres disponíveis

  • BIRD / FRRouting Internacional Em operação Software livre

    Projetos livres de roteamento que podem ser operados por provedores e redes brasileiras; não são brasileiros.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: BIRD / FRRouting

  • Prometheus Internacional Em operação Software livre

    Monitoramento aberto de serviços e infraestrutura; depende de implantação e operação local.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Prometheus

Ainda não existe ou falta

  • Expansão da infraestrutura regional, inclusive fora dos grandes centros.
  • Segurança de roteamento e redundância.
  • Ferramentas abertas de monitoramento.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Publicar painéis de participantes e interconexões por localidade em vez de percentuais inventados.
  • Estimular implantação de monitoramento aberto em redes comunitárias e provedores regionais.

O que pode ser feito (em debate)

  • Mapear a infraestrutura regional existente e onde estão as lacunas.
  • Documentar, em português, ferramentas abertas de monitoramento e de roteamento seguro.

Dados oficiais

2.680 participantes
IX.br São Paulo, fotografia pública de setembro de 2026 (não representa todo o país).
IX.br, participantes SP
95,0%
Domicílios com acesso à internet em 2025; mede conectividade, não soberania ou origem do software.
IBGE, PNAD TIC 2025 (publicada em 2026)
Por que essa classificação, e quais as fontes

Uma infraestrutura instalada em território brasileiro não é necessariamente controlada por brasileiros. Redes, pontos de troca de tráfego e registro de domínios determinam por onde a informação passa e quem decide sobre isso.

  • Disponibilidade ConsolidadoIX.br, RNP, Registro.br e outras unidades do NIC.br operam como infraestruturas brasileiras.
  • Maturidade FuncionalOperam em escala nacional. O MSB ainda não avaliou segurança de roteamento e redundância.
  • Adoção FuncionalIX.br apresenta participantes e tráfego por localidade, evidenciando operação efetiva; não é uma taxa nacional de adoção de rede autônoma.
  • Autonomia Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Nuvem e hospedagem

A "nuvem de governo" existe e é operada por estatais brasileiras, mas roda sobre soluções de fornecedores estrangeiros. A autonomia de verdade depende de poder hospedar, recuperar dados e migrar sem ficar refém de um fornecedor. 7 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Em desenvolvimento Adoção Dados insuficientes Autonomia Em desenvolvimento

Já existe no Brasil

Alternativas livres disponíveis

  • Nextcloud Internacional Situação não verificada Software

    Plataforma de arquivos e colaboração que pode ser hospedada por quem usa. Licença AGPL-3.0, a conferir na página oficial.

    Ainda não verificado pelo MSB.

  • OpenStack Internacional Em operação Software livre

    Plataforma aberta para nuvem privada e pública, com infraestrutura hospedável no Brasil.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: OpenStack

  • Proxmox VE Internacional Em operação Software livre

    Virtualização e gerenciamento de máquinas virtuais/contêineres sob administração local.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Proxmox VE

  • MinIO Internacional Em operação Software livre

    Armazenamento de objetos auto-hospedável; verificar licença da versão exata antes de recomendar implantação.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: MinIO

Ainda não existe ou falta

  • Capacidade de hospedar serviços críticos sem depender de regiões de nuvem estrangeiras.
  • Recuperação de dados e backups.
  • Gestão de plataformas FOSS em produção.
  • Migração de aplicações entre provedores, sem dependência exclusiva de um fornecedor.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Documentar migrações de pequenas instituições para hospedagem nacional e soluções auto-hospedadas.
  • Medir serviços ativos, custos, continuidade operacional e reversibilidade de dados antes de concluir adoção.

O que pode ser feito (em debate)

  • Produzir guias de implantação e migração em português para plataformas livres.
  • Registrar casos reais de hospedagem própria em escolas, laboratórios e organizações.
Por que essa classificação, e quais as fontes

Processamento e armazenamento são a base de quase todo serviço digital. Uma nuvem em território nacional e sob operação nacional ainda pode depender de tecnologia de fora, e é preciso medir essa dependência.

  • Disponibilidade FuncionalHá provedores brasileiros de nuvem e ofertas públicas, além de plataformas livres capazes de ser hospedadas localmente; isso não equivale a independência da cadeia tecnológica.
  • Maturidade Em desenvolvimentoO TCU apontou, por exemplo, ausência de redundância geográfica efetiva.
  • Adoção Dados insuficientesHá operadores nacionais em atividade, mas o conjunto consultado não oferece participação de mercado comparável ou uso por categoria de instituição.
  • Autonomia Em desenvolvimentoAderência parcial a critérios de soberania, segundo o TCU.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Segurança cibernética

O Brasil tem há décadas um centro de resposta a incidentes ligado ao NIC.br. O MSB ainda não levantou o restante: ferramentas abertas de análise de vulnerabilidades, auditoria de dependências e recuperação de serviços. 6 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Funcional Adoção Dados insuficientes Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

  • CERT.br Brasileiro Em operação Entidade

    Centro de estudos, resposta e tratamento de incidentes de segurança. Criado pelo CGI.br em 1997, atende redes que usam recursos administrados pelo NIC.br. Publica estatísticas em stats.cert.br.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.CERT.br, estatísticas

  • CTIR Gov Brasileiro Em operação Centro público

    Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: CTIR Gov

  • Centro de Estudos CERT.br Brasileiro Em operação Capacitação e resposta

    Mantém documentação, estatísticas e materiais para prevenção e tratamento de incidentes.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Centro de Estudos CERT.br

Alternativas livres disponíveis

  • Wazuh Internacional Em operação Software livre

    Ferramentas abertas para detecção, registro e monitoramento de eventos de segurança.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Wazuh

  • OpenCTI Internacional Em operação Software livre

    Plataforma aberta de gestão de inteligência de ameaças; exige estrutura e pessoal especializado.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: OpenCTI

  • Suricata Internacional Em operação Software livre

    Detecção e monitoramento de tráfego, sob licença livre.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Suricata

Ainda não existe ou falta

  • Análise de vulnerabilidades, observabilidade e resposta a incidentes com software aberto.
  • Auditoria de dependências e segurança da cadeia de suprimentos.
  • Recuperação de serviços.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Ampliar capacitação e documentação em português, com foco em resposta a incidentes.

O que pode ser feito (em debate)

  • Levantar quem já trabalha com isso no país e quais ferramentas abertas são usadas.
Por que essa classificação, e quais as fontes

Proteger dados e infraestruturas públicas precisa andar junto com o desenvolvimento das plataformas.

  • Disponibilidade FuncionalCERT.br, CTIR Gov, centros especializados e ferramentas abertas de monitoramento e resposta estão documentados. A estrutura de equipes ainda varia por instituição.
  • Maturidade FuncionalO CERT.br opera desde 1997.
  • Adoção Dados insuficientesCentros e projetos operam, mas faltam dados representativos sobre implantação de ferramentas de segurança nas organizações brasileiras.
  • Autonomia Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Satélites, posicionamento e geodados

O Brasil tem infraestrutura geodésica, dados geográficos abertos e satélites de observação da Terra. Não tem constelação própria de posicionamento e navegação, e isso depende de política espacial, indústria e investimento de longo prazo. 9 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Dados insuficientes Adoção Funcional Autonomia Lacuna importante

Já existe no Brasil

  • RBMC (IBGE) Brasileiro Em operação Infraestrutura

    Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS.

    Fonte: README do MSB.

  • Amazonia-1 e CBERS (INPE) Misto Em operação Satélites

    O INPE distribui imagens dos satélites CBERS e Amazonia-1 sem custo e sem restrição de uso. Os CBERS são produzidos em parceria com a China. Em dezembro de 2025 a ingestão de novas cenas no catálogo aberto foi suspensa e depois retomada.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Lista CBERS-PDS, dez/2025

  • TerraBrasilis (INPE) Brasileiro Em operação Plataforma

    Plataforma de código aberto para acesso a dados de monitoramento ambiental, como alertas de desmatamento.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.FOSS4G 2024, TerraBrasilis

  • SGDC Misto Situação não verificada Satélite

    Primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar, lançado em 2017. Foi fabricado pela Thales Alenia Space, com integração e transferência de tecnologia pela Visiona (Embraer 51%, Telebras 49%). O MSB não encontrou informação atual sobre sua operação.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.

  • MapBiomas Brasileiro Em operação Projeto colaborativo

    Produz mapas e séries históricas de uso e cobertura da terra no Brasil, com aplicações ambientais.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: MapBiomas

  • IBGE / Portal de Mapas Brasileiro Em operação Dados públicos

    Distribui informações cartográficas e geográficas brasileiras.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: IBGE / Portal de Mapas

Alternativas livres disponíveis

  • OpenStreetMap Internacional Situação não verificada Dados abertos

    Mapa aberto e colaborativo, com ferramentas livres de geocodificação e roteamento.

    Ainda não verificado pelo MSB.

  • QGIS Internacional Em operação Software livre

    Sistema de informação geográfica livre usado para análise e edição de dados espaciais.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: QGIS

  • GeoServer Internacional Em operação Software livre

    Servidor aberto para publicação de mapas e serviços geoespaciais interoperáveis.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: GeoServer

Ainda não existe ou falta

  • Constelação própria de posicionamento, navegação e tempo (capacidade operacional brasileira não demonstrada nas fontes desta edição).
  • Receptores e softwares que trabalhem com vários sistemas.
  • Aplicações locais que aproveitem os dados abertos dos satélites.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Ensinar uso de dados CBERS, RBMC, MapBiomas e QGIS em escolas, municípios e comunidades.

O que pode ser feito (em debate)

  • Usar e contribuir com dados e ferramentas abertas de geoprocessamento.
  • Ensinar análise de imagens e geodados em oficinas.
Por que essa classificação, e quais as fontes

Posicionamento e observação da Terra sustentam logística, agricultura, monitoramento ambiental e serviços de emergência.

  • Disponibilidade FuncionalHá rede geodésica, imagens de satélite gratuitas e plataformas abertas de monitoramento.
  • Maturidade Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.
  • Adoção FuncionalINPE disponibiliza imagens CBERS e aplicações de sensoriamento; a RBMC opera estações GNSS nacionais. Não indica soberania em navegação por satélite.
  • Autonomia Lacuna importanteO GSI reconhece a dependência de sistemas estrangeiros de navegação.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Computação de alto desempenho e IA

Há um plano nacional, um supercomputador ampliado e empresas brasileiras com modelos em português. A infraestrutura de treinamento, os chips e a abertura dos modelos ainda dependem de fornecedores internacionais. 9 itens
Disponibilidade Em desenvolvimento Maturidade Dados insuficientes Adoção Dados insuficientes Autonomia Lacuna importante

Já existe no Brasil

  • Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2024–2028 (PBIA) Brasileiro Em estruturação Programa público

    Prevê investimentos em capacidade computacional, pesquisa e desenvolvimento, inclusive um modelo de linguagem em português.

    Fonte: README do MSB.

  • Santos Dumont (LNCC) Misto Em operação Supercomputador

    Ampliado com equipamentos da Eviden (Atos) no primeiro grande investimento do PBIA. A fornecedora informa 18,85 petaflops; outras reportagens citam valores maiores.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Tecnoblog, atualização do Santos Dumont

  • Sabiá e MariTalk (Maritaca AI) Brasileiro Em operação Modelo de linguagem

    Modelos em português da empresa de Campinas, nascida na Unicamp. Licença e acesso aos pesos não foram verificados.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.TecMundo, IAs nacionais

  • Amazônia IA (WideLabs) Brasileiro Em operação Modelo de linguagem

    Família de modelos (Golia, Harpia, Guará) da empresa de Porto Alegre, desenvolvida em parceria com Oracle e NVIDIA. Licença não verificada; as datas de lançamento divergem entre reportagens.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Canaltech, Amazônia IA

  • BERTimbau (NeuralMind) Brasileiro Em operação Modelo de linguagem

    Modelos pré-treinados de processamento de linguagem para português brasileiro; disponibilização do código/modelos deve ser verificada por versão.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: BERTimbau (NeuralMind)

  • SINAPAD Brasileiro Em operação Infraestrutura nacional

    Rede nacional de centros de processamento de alto desempenho, com o Santos Dumont no LNCC.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: SINAPAD

Alternativas livres disponíveis

  • JupyterLab Internacional Em operação Software livre

    Ambiente aberto para notebooks científicos e análises reprodutíveis.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: JupyterLab

  • PyTorch Internacional Em operação Software livre

    Ecossistema aberto para aprendizagem de máquina, aplicável a infraestrutura mantida no Brasil.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: PyTorch

  • vLLM Internacional Em operação Software livre

    Ferramenta aberta para servir modelos de linguagem em infraestrutura própria.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: vLLM

Ainda não existe ou falta

  • Conjuntos de dados abertos e de qualidade em português.
  • Avaliação independente de modelos em português brasileiro.
  • Aplicações científicas e inferência em infraestrutura controlável.
  • Ferramentas abertas.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Criar avaliações públicas em português e documentação sobre custos de inferência local.

O que pode ser feito (em debate)

  • Construir e documentar conjuntos de dados abertos em português.
  • Reproduzir e publicar avaliações de modelos.
Por que essa classificação, e quais as fontes

Dados de qualidade em português e capacidade de rodar modelos em infraestrutura controlável decidem quem pode adaptar a tecnologia às necessidades do país.

  • Disponibilidade Em desenvolvimentoHá projetos, empresas e um plano nacional; os resultados operacionais dependem de execução.
  • Maturidade Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.
  • Adoção Dados insuficientesHá infraestrutura, pesquisa e serviços comerciais brasileiros, mas a cobertura consultada não permite estimar adoção nacional de IA aberta nem autonomia em aceleradores.
  • Autonomia Lacuna importanteInfraestrutura, chips e modelos de ampla utilização envolvem dependências internacionais.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Semicondutores e hardware

Há pesquisa e uma estatal de chips, a CEITEC, mas não uma cadeia brasileira completa para os componentes mais avançados. É uma prioridade de longo prazo, que envolve engenharia, pesquisa aplicada e política industrial. 5 itens
Disponibilidade Lacuna importante Maturidade Dados insuficientes Adoção Dados insuficientes Autonomia Lacuna importante

Já existe no Brasil

  • CEITEC Brasileiro Em revisão ou reduzido Empresa estatal

    Estatal de semicondutores criada em 2008, em Porto Alegre. Teve a liquidação determinada em 2020 e depois revertida. Segundo a Folha, deixou de buscar chips de silício avançados e investe em chips de potência de carbeto de silício, com produção prevista para o segundo semestre de 2026.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.DPL News, entrevista com a presidência da CEITEC

  • CTI Renato Archer Brasileiro Em operação Unidade de pesquisa

    Pesquisa em microeletrônica, tecnologias da informação e manufatura aditiva.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: CTI Renato Archer

  • Instituto Eldorado Brasileiro Em operação Instituto de P&D

    Pesquisa aplicada, desenvolvimento e capacitação em tecnologia e eletrônica.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Instituto Eldorado

Alternativas livres disponíveis

  • KiCad Internacional Em operação Software livre

    Projeto aberto de CAD para circuitos impressos; viabiliza ensino e projeto eletrônico, não substitui fábricas de chips.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: KiCad

  • Verilator Internacional Em operação Software livre

    Simulação e verificação de circuitos digitais em projetos de hardware aberto.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Verilator

Ainda não existe ou falta

  • Domínio de tecnologias críticas.
  • Engenharia e pesquisa aplicada.
  • Hardware aberto e sistemas embarcados.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Distinguir projeto de circuitos, encapsulamento, fabricação, equipamentos, materiais e EDA ao descrever dependências.

O que pode ser feito (em debate)

  • Formar pessoas em hardware aberto e sistemas embarcados.
  • Mapear grupos de pesquisa e empresas nacionais do setor.
Por que essa classificação, e quais as fontes

Processadores, memórias, aceleradores e equipamentos de rede dependem de cadeias globais complexas. Software livre ajuda, mas não resolve sozinho este setor.

  • Disponibilidade Lacuna importanteNão há cadeia brasileira completa para componentes avançados.
  • Maturidade Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.
  • Adoção Dados insuficientesExistem instituições e instalações de desenvolvimento, mas não há nesta base medida atual de participação da fabricação nacional por etapa tecnológica.
  • Autonomia Lacuna importanteDependência de cadeias globais.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Plataformas e serviços digitais

Identidade, pagamentos, comunicação, e-mail, sistemas e busca: o que as pessoas usam todos os dias.

Identidade digital e confiança

Há uma cadeia nacional de confiança, uma conta única de acesso a serviços públicos e uma nova carteira de identidade. Faltam bibliotecas criptográficas auditáveis, identidade interoperável e autenticação que não dependa só de plataformas comerciais. 6 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Funcional Adoção Funcional Autonomia Em desenvolvimento

Já existe no Brasil

  • ICP-Brasil Brasileiro Em operação Infraestrutura

    Cadeia nacional de confiança para certificação digital.

    Fonte: README do MSB.

  • gov.br Brasileiro Em operação Plataforma pública

    Conta única para serviços públicos, com assinatura eletrônica e prova de vida por biometria operadas pelo Serpro. Reportagens citam mais de 160 milhões de contas, e os números variam entre fontes.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Serpro, identidade civil

  • Carteira de Identidade Nacional (CIN) Brasileiro Em operação Documento

    Nova identidade com número único (CPF). Segundo a Agência Gov, 45 milhões de carteiras tinham sido emitidas em fevereiro de 2026.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.

  • Assinatura eletrônica GOV.BR Brasileiro Em operação Serviço público

    Serviço brasileiro de assinatura de documentos integrado à identidade gov.br.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Assinatura eletrônica GOV.BR

Alternativas livres disponíveis

  • OpenSSL Internacional Em operação Software livre

    Biblioteca criptográfica aberta; não substitui governança e infraestrutura de certificação.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: OpenSSL

  • Keycloak Internacional Em operação Software livre

    Gestão aberta de identidade e controle de acesso para serviços auto-hospedados.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Keycloak

Ainda não existe ou falta

  • Bibliotecas criptográficas auditáveis.
  • Identidade interoperável e assinatura digital aberta.
  • Gestão segura de chaves.
  • Autenticação que não dependa exclusivamente de plataformas comerciais.

O que a pesquisa encontrou

O que pode ser feito (em debate)

  • Levantar quais componentes abertos de assinatura e autenticação já existem e em que estado estão.

Dados oficiais

143,5 milhões
Assinaturas GOV.BR realizadas no primeiro semestre de 2026.
MGI, julho de 2026
Por que essa classificação, e quais as fontes

Quem controla identidade e chaves controla o acesso a serviços e a prova de quem é quem. Autonomia aqui depende de padrões abertos e de código que possa ser auditado.

  • Disponibilidade FuncionalICP-Brasil, gov.br e a Carteira de Identidade Nacional existem.
  • Maturidade FuncionalOperam em escala nacional.
  • Adoção FuncionalO governo federal publicou métricas de contas e assinaturas efetivamente realizadas em 2026; são métricas dos serviços, não avaliação de todo o ecossistema.
  • Autonomia Em desenvolvimentoHá capacidade instalada, mas faltam componentes abertos e auditáveis.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Pagamentos e finanças digitais

O Pix é uma infraestrutura pública de pagamentos instantâneos gerida pelo Banco Central. Análises o tratam como o caso mais visível de soberania digital do país; o MSB ainda não levantou suas dependências tecnológicas. 3 itens
Disponibilidade Consolidado Maturidade Funcional Adoção Consolidado Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

  • Pix Brasileiro Em operação Infraestrutura pública

    Sistema de pagamentos instantâneos gerido pelo Banco Central. Em agosto de 2025, o presidente do BC afirmou que a gestão pública evita conflitos de interesse.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Mercado & Consumo, 07/08/2025

  • Open Finance Brasil Brasileiro Em operação Ecossistema regulado

    Compartilhamento regulado de dados e serviços financeiros sob consentimento; não confundir interoperabilidade com FOSS.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Open Finance Brasil

Alternativas livres disponíveis

  • GNU Taler Internacional Em operação Software livre

    Sistema de pagamentos livres usado como referência de estudo e experimentação; não é alternativa já integrada ao Pix.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: GNU Taler

Ainda não existe ou falta

  • Mapeamento das dependências tecnológicas do Pix (infraestrutura, fornecedores, código).
  • Alternativas e interoperabilidade para outros meios de pagamento.

O que a pesquisa encontrou

O que pode ser feito (em debate)

  • Documentar, com fontes primárias, como o Pix funciona e do que depende.

Dados oficiais

7,8 bilhões
Transações Pix realizadas em setembro de 2026.
Banco Central, Pix em números
+150 milhões
Pessoas físicas que realizaram Pix em setembro de 2026.
Banco Central, Pix em números
Por que essa classificação, e quais as fontes

Sistemas de pagamento são infraestrutura crítica: quem os controla define quem pode transacionar. O Pix também virou tema de disputa comercial internacional.

  • Disponibilidade ConsolidadoO Pix opera em todo o país, integrado a bancos e fintechs.
  • Maturidade FuncionalEm operação nacional; o MSB não avaliou segurança nem manutenção.
  • Adoção ConsolidadoBanco Central publicou uso mensal de mais de 150 milhões de pessoas físicas e 7,8 bilhões de transações em setembro de 2026; não informa abertura do código da infraestrutura Pix.
  • Autonomia Dados insuficientesA gestão é pública; as dependências tecnológicas (nuvem, fornecedores, código) não foram levantadas.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Comunicação, mensagens e redes sociais

O Brasil já desenvolveu plataformas sociais livres e usa tecnologia aberta em participação pública. Falta torná-las parte do dia a dia: instâncias confiáveis, moderação, suporte e continuidade. 7 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Em desenvolvimento Adoção Dados insuficientes Autonomia Em desenvolvimento

Já existe no Brasil

  • Noosfero Brasileiro Situação não verificada Software

    Plataforma brasileira de redes sociais e comunidades, com código aberto.

    Fonte: README do MSB.

  • Brasil Participativo Misto Em operação Plataforma pública

    Usa o software livre Decidim, desenvolvido em Barcelona. Hospedada pela Dataprev, em parceria com o LabLivre da UnB. Em novembro de 2025 o governo federal passou a integrar o comitê de instituições públicas da comunidade Decidim.

    Fonte: README do MSB.Agência Gov, comitê Decidim

  • Rede Mastodon / instâncias brasileiras Brasileiro Situação não verificada Serviços comunitários

    Instâncias podem ser operadas por organizações brasileiras com protocolo ActivityPub; cada instância precisa ser verificada individualmente.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Rede Mastodon / instâncias brasileiras

Alternativas livres disponíveis

  • Matrix Internacional Situação não verificada Protocolo

    Protocolo aberto de mensagens e comunicação federada, com implementações livres.

    Ainda não verificado pelo MSB.

  • ActivityPub Internacional Situação não verificada Protocolo

    Padrão aberto do W3C para redes sociais federadas.

    Ainda não verificado pelo MSB.

  • Mastodon Internacional Em operação Software livre

    Plataforma livre e federada; a instalação em infraestrutura nacional pode reduzir dependência operacional.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Mastodon

  • Element Internacional Em operação Software livre

    Cliente de comunicação interoperável baseado no protocolo Matrix.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Element

Ainda não existe ou falta

  • Serviços interoperáveis, sustentáveis e amplamente utilizados em escala nacional.
  • Contribuição brasileira com ActivityPub, Matrix, moderação aberta e ferramentas de comunidade.
  • Mapeamento de mensageria federada em órgãos públicos (ainda não feito).

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Documentar implantação, moderação e financiamento de instâncias independentes.

O que pode ser feito (em debate)

  • Hospedar e manter instâncias com moderação e suporte reais.
  • Escrever guias de migração de comunidades.
  • Traduzir interfaces e documentação.

Dados oficiais

72%
Usuários de internet (16 anos ou mais) que acessam informações diariamente por redes sociais
Cetic.br, Plataformas da Internet e acesso à informação
60%
Mesma população, por aplicativos de mensagens
Cetic.br, mesma pesquisa
Por que essa classificação, e quais as fontes

Redes sociais, buscadores, lojas de aplicativos e mensagens influenciam o acesso à informação e a circulação do debate público. Segundo o Cetic.br, 72% dos usuários de internet consultados acessam informações diariamente por redes sociais.

  • Disponibilidade FuncionalExistem plataformas brasileiras abertas e protocolos federados abertos.
  • Maturidade Em desenvolvimentoFalta consolidar serviços interoperáveis e sustentáveis em escala nacional.
  • Adoção Dados insuficientesExistem ferramentas federadas e experiências brasileiras, mas não há série representativa de brasileiros ativos em serviços próprios ou federados.
  • Autonomia Em desenvolvimentoHá conhecimento e código nacionais; falta operação e continuidade.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

E-mail, colaboração e produtividade

Protocolos abertos e implementações livres maduras existem, e o Brasil já teve e-mail de governo em software livre. O difícil é operar com segurança, entregabilidade e suporte, e fazer instituições efetivamente mudarem e permanecerem. 8 itens
Disponibilidade Consolidado Maturidade Funcional Adoção Dados insuficientes Autonomia Em desenvolvimento

Já existe no Brasil

  • Expresso Livre (Serpro) Brasileiro Substituído Software

    E-mail e colaboração do governo federal, em software livre. Em 2017 o Serpro deixou de desenvolvê-lo e passou a oferecer e-mail baseado em Zimbra, citando custo. A mudança foi criticada como revés para o software livre no governo.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.

  • Mconf e ConferênciaWeb (RNP) Misto Em operação Software e serviço

    Webconferência livre desenvolvida por RNP e UFRGS sobre o BigBlueButton, serviço oficial da RNP desde 2016. A UFRGS está migrando do Mconf para o ConferênciaWeb da RNP.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.UFRGS, migração Mconf para ConferênciaWeb

  • Serviço de ConferênciaWeb da RNP Brasileiro Em operação Serviço acadêmico

    Serviço de reuniões online oferecido pela RNP à comunidade autorizada.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Serviço de ConferênciaWeb da RNP

Alternativas livres disponíveis

  • LibreOffice Internacional Situação não verificada Software

    Suíte de escritório livre. Licença MPL-2.0, a conferir na página oficial.

    Ainda não verificado pelo MSB.

  • Nextcloud Internacional Situação não verificada Software

    Arquivos, agenda e colaboração em hospedagem própria. Licença AGPL-3.0, a conferir na página oficial.

    Ainda não verificado pelo MSB.

  • Thunderbird Internacional Em operação Software livre

    Cliente livre de e-mail, agenda e contatos, com versão em português.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Thunderbird

  • Collabora Online Internacional Em operação Software livre

    Suíte de escritório colaborativa baseada em LibreOffice, hospedável em infraestrutura própria.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Collabora Online

  • Jitsi Meet Internacional Em operação Software livre

    Videoconferência livre hospedável em servidores próprios.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Jitsi Meet

Ainda não existe ou falta

  • Operação, segurança, entregabilidade e criptografia de serviços de e-mail.
  • Usabilidade e manutenção de serviços confiáveis no país.
  • Continuidade: o caso do Expresso mostra que adotar não basta se não houver manutenção.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Produzir guias de migração e interoperabilidade de documentos, calendários e correio.

O que pode ser feito (em debate)

  • Materiais de treinamento em português.
  • Relatos de adoção em escolas e organizações sociais.
Por que essa classificação, e quais as fontes

E-mail, documentos e videoconferência são o dia a dia de escolas, universidades e órgãos públicos. É onde a dependência de um único fornecedor mais pesa.

  • Disponibilidade ConsolidadoProtocolos abertos e implementações livres maduras estão disponíveis.
  • Maturidade FuncionalMaduras, mas exigem operação cuidadosa; o MSB não avaliou produto a produto.
  • Adoção Dados insuficientesA RNP disponibiliza conferência para usuários elegíveis, mas não há levantamento consolidado de substituição de suítes e e-mails proprietários no Brasil.
  • Autonomia Em desenvolvimentoDepende de operar com segurança, entregabilidade e suporte no país.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Sistemas operacionais, navegadores e lojas de aplicativos

Existem desenvolvedores, distribuições e serviços especializados no Brasil, mas nenhum ecossistema nacional amplamente adotado com controle comparável ao das grandes plataformas globais. 7 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Consolidado Adoção Dados insuficientes Autonomia Lacuna importante

Já existe no Brasil

  • BigLinux Brasileiro Em operação Distribuição GNU/Linux brasileira

    Distribuição desenvolvida no Brasil desde 2004; instaladores e imagens de 2026 estão publicados oficialmente.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: BigLinux

  • GoboLinux Brasileiro Em revisão ou reduzido Distribuição GNU/Linux brasileira

    Projeto brasileiro conhecido por organização alternativa de diretórios; verificar calendário de lançamentos e manutenção atual.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: GoboLinux

  • Linux Educacional Brasileiro Em revisão ou reduzido Projeto de distribuição educacional

    Experiência histórica de sistema Linux para escolas, não presumir que tenha versão corrente suportada.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Linux Educacional

Alternativas livres disponíveis

  • Linux Internacional Situação não verificada Software

    Núcleo de sistema operacional livre (GPL-2.0, a conferir na página oficial). Base de muitas distribuições, inclusive de desenvolvedores brasileiros.

    Ainda não verificado pelo MSB.

  • Firefox Internacional Em operação Software livre

    Navegador de código aberto, disponível em português; projeto internacional.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Firefox

  • F-Droid Internacional Em operação Software livre

    Catálogo livre de aplicativos Android livres; mantido internacionalmente.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: F-Droid

  • Chromium Internacional Em operação Software livre

    Base aberta de navegador, distinta do navegador proprietário Google Chrome.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Chromium

Ainda não existe ou falta

  • Ecossistemas nacionais amplamente adotados.
  • Colaboração brasileira com o Linux, com navegadores abertos e com distribuições.
  • Mecanismos de atualização e alternativas de publicação de aplicações.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Organizar oficinas de instalação, migração e suporte ao BigLinux e a outras distribuições com manutenção ativa.

O que pode ser feito (em debate)

  • Contribuir com tradução, documentação e correções em projetos já existentes.
  • Organizar oficinas de instalação e uso para escolas e comunidades.
Por que essa classificação, e quais as fontes

Sistema operacional, navegador e loja de aplicativos decidem o que roda no dispositivo e como o software chega às pessoas.

  • Disponibilidade FuncionalBigLinux possui imagens oficiais de 2026; GoboLinux e Linux Educacional têm trajetória nacional, mas não foram classificados como sistemas atuais sem revisão de manutenção.
  • Maturidade ConsolidadoLinux é amplamente utilizado; a avaliação de cada distribuição e navegador ainda não foi feita.
  • Adoção Dados insuficientesO catálogo comprova distribuições brasileiras, mas não contém levantamento nacional de usuários, empresas ou escolas que adotaram cada uma.
  • Autonomia Lacuna importanteO país não conta com ecossistemas nacionais amplamente adotados com controle comparável.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Mecanismos de busca e preservação da web

A descoberta de informação depende de poucos buscadores e indexadores de alcance internacional. Índices públicos de páginas brasileiras e busca em português são frentes de pesquisa. 6 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Dados insuficientes Adoção Dados insuficientes Autonomia Lacuna importante

Já existe no Brasil

Alternativas livres disponíveis

  • SearXNG Internacional Em operação Software livre

    Metabuscador livre auto-hospedável; depende das fontes e motores externos que consulta.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: SearXNG

  • YaCy Internacional Em operação Software livre

    Busca livre distribuída, com indexação própria e escopo dependente da rede e operação.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: YaCy

  • Apache Nutch Internacional Em operação Software livre

    Coletor de páginas de código aberto para desenvolver índices próprios.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Apache Nutch

Ainda não existe ou falta

  • Índices públicos de páginas brasileiras.
  • Ferramentas FOSS de busca e pesquisa em português.
  • Preservação de sites e acesso aberto a acervos.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Avaliar protótipos de indexação e preservação de páginas nacionais, com governança e métricas públicas.

O que pode ser feito (em debate)

  • Levantar projetos abertos de busca, indexação e arquivamento da web que já existam.
Por que essa classificação, e quais as fontes

O que aparece em uma busca molda o debate público. Ter índices abertos e preservação de sites brasileiros reduz essa dependência.

  • Disponibilidade FuncionalO Brasil mantém acervos pesquisáveis e indexação especializada, como BDTD, dados.gov.br e Hemeroteca. Um buscador geral independente da web não foi identificado.
  • Maturidade Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.
  • Adoção Dados insuficientesAs bases especializadas existem, mas não há neste levantamento dados para estimar uso ou cobertura de um buscador geral independente brasileiro.
  • Autonomia Lacuna importanteA busca depende fortemente de poucos serviços internacionais.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Software, educação e ciência

Quem desenvolve, ensina e pesquisa, e com quais ferramentas abertas.

Desenvolvimento de software livre

O Brasil mantém um portal de software público e uma comunidade ativa. O que pesa é a continuidade: manutenção, documentação em português e formação de quem usa. 7 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Dados insuficientes Adoção Dados insuficientes Autonomia Em desenvolvimento

Já existe no Brasil

Alternativas livres disponíveis

  • Gitea Internacional Em operação Software livre

    Forja Git livre que pode ser hospedada e administrada no Brasil.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Gitea

  • GitLab Community Edition Internacional Em operação Software livre

    Edição comunitária de plataforma de desenvolvimento; confira o escopo de recursos e licença da edição.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: GitLab Community Edition

  • Codeberg / Forgejo Internacional Em operação Software livre

    Forja de software livre comunitária; pode ser implantada e mantida por organizações locais.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Codeberg / Forgejo

Ainda não existe ou falta

  • Documentação em português.
  • Manutenção, correção de falhas e segurança contínuas.
  • Formação de usuários e de novos mantenedores.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Organizar catálogo de projetos com licenças efetivas, estado de manutenção e casos de adoção.

O que pode ser feito (em debate)

  • Ensinar programação e contribuição a projetos FOSS.
  • Traduzir e documentar projetos que já existem.

Dados oficiais

6%
Usuários de internet que declararam ter criado um programa ou aplicativo
Cetic.br, TIC Domicílios 2025
50%
Usuários de internet que declararam ter verificado se uma informação encontrada na internet era verdadeira
Cetic.br, TIC Domicílios 2025
Por que essa classificação, e quais as fontes

Software livre só vale como autonomia se for conhecido, usado e mantido. Uma alternativa disponível e pouco usada tem influência limitada.

  • Disponibilidade FuncionalHá software público compartilhado e muito software livre disponível.
  • Maturidade Dados insuficientesAs licenças, ritmos de manutenção e qualidade variam entre projetos; não há auditoria representativa de maturidade técnica para o conjunto brasileiro.
  • Adoção Dados insuficientesO catálogo de software público reúne dezenas de iniciativas, mas falta levantamento padronizado de instalações ativas, manutenção e uso efetivo por soluções.
  • Autonomia Em desenvolvimentoDepende de formação e de manutenção contínua.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Educação digital, cultura e acessibilidade

A escola chegou a quase todas as crianças, mas a aprendizagem e o acesso à formação avançada ainda são desiguais. Há software livre brasileiro para acervos e para acessibilidade; falta torná-lo parte da rotina de escolas e bibliotecas. 9 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Dados insuficientes Adoção Funcional Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

  • Tainacan Brasileiro Em operação Software

    Software livre para organizar e publicar acervos digitais, desenvolvido no meio acadêmico brasileiro.

    Fonte: README do MSB.

  • VLibras Brasileiro Em operação Software

    Suíte de código aberto que traduz conteúdos para a Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida pelo Lavid/UFPB com apoio do governo federal. Um plano de trabalho do MDH cita mais de 45 mil sites que a utilizam.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.MDH, plano de trabalho com o VLibras (PDF)

  • eduCAPES Brasileiro Em operação Acervo de recursos educacionais

    Portal de objetos educacionais mantido pela CAPES, com recursos de diferentes níveis e formatos.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: eduCAPES

  • AVAMEC Brasileiro Em operação Ambiente virtual de formação

    Ambiente virtual do MEC para formações e materiais educacionais; não pressupor licença livre da plataforma.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: AVAMEC

  • Portal do Professor (MEC) Brasileiro Em operação Materiais didáticos

    Portal federal de recursos pedagógicos, conteúdos e experiências de professores.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Portal do Professor (MEC)

Alternativas livres disponíveis

  • Moodle Internacional Situação não verificada Software

    Plataforma de ensino a distância, de código aberto e com hospedagem própria. Licença GPL-3.0 ou posterior, a conferir na página oficial.

    Ainda não verificado pelo MSB.

  • GCompris Internacional Em operação Software livre

    Jogos e atividades educativas livres para crianças, com versão em português.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: GCompris

  • H5P Internacional Em operação Software livre

    Ferramenta aberta para criação de atividades didáticas interativas.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: H5P

  • Kolibri Internacional Em operação Software livre

    Plataforma livre que apoia educação com conectividade limitada e conteúdos locais.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Kolibri

Ainda não existe ou falta

  • Formação em programação e letramento digital em escala.
  • Conteúdo educacional aberto em português e comunidades locais de usuários e desenvolvedores.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Documentar casos de uso de Moodle, Tainacan e recursos educacionais abertos em escolas e bibliotecas.

O que pode ser feito (em debate)

  • Produzir materiais didáticos abertos e roteiros de oficinas.
  • Registrar casos de escolas que migraram para ferramentas livres.

Dados oficiais

99,5%
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos
IBGE, PNAD Contínua, 2025
4,9%
Analfabetismo, pessoas de 15 anos ou mais
IBGE, PNAD Contínua, 2025
6,3 · 5,3 · 4,5
Ideb 2025: anos iniciais, anos finais e ensino médio (redes pública e privada)
Inep, Ideb 2025
379 · 410 · 403
PISA 2022, Brasil: matemática, leitura, ciências (média OCDE: 472, 476, 485)
OCDE, PISA 2022
22%
Adultos de 25 a 64 anos com formação superior em 2024 (média OCDE: 43%)
OCDE, Education at a Glance 2026
93%
Escolas de ensino fundamental e médio que utilizavam software ou plataformas digitais na gestão escolar em 2025; não identifica licença FOSS.
Cetic.br, TIC Educação 2025 — E1D
66%
Escolas com computador disponível para uso de alunos em atividades educacionais, em 2025; 46% nas escolas rurais.
Cetic.br, TIC Educação 2025 — B1B
Por que essa classificação, e quais as fontes

Letramento digital, ensino de programação e capacidade de checar informações são parte da soberania. Os números abaixo são estatísticas oficiais, não avaliação do MSB.

  • Disponibilidade FuncionalHá software livre brasileiro para acervos e acessibilidade, e plataformas livres de ensino.
  • Maturidade Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.
  • Adoção FuncionalA TIC Educação 2025 registra uso de sistemas ou plataformas digitais para gestão em 93% das escolas pesquisadas, mas não identifica que proporção utiliza software livre ou soluções brasileiras.
  • Autonomia Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Ciência aberta e infraestrutura de pesquisa

O Brasil tem uma biblioteca de periódicos em acesso aberto, uma federação de identidade acadêmica e um portal nacional de periódicos. O MSB ainda não levantou ferramentas abertas de verificação de integridade de imagens e dados. 9 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Dados insuficientes Adoção Funcional Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

  • SciELO Brasileiro Em operação Biblioteca de periódicos

    Biblioteca eletrônica de periódicos em acesso aberto, criada em parceria entre FAPESP e Bireme. Inclui o SciELO Preprints e o SciELO Data.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Agência FAPESP, 20 anos de SciELO

  • CAFe (RNP) Brasileiro Em operação Federação de identidade

    Comunidade Acadêmica Federada, operada pela RNP, reúne instituições de ensino e pesquisa. Permite acessar o Portal de Periódicos da CAPES fora da rede da instituição, conforme acordo de cada uma com a CAPES.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.UFPel, adesão à CAFe

  • Portal de Periódicos da CAPES Brasileiro Em operação Biblioteca de periódicos

    Reúne conteúdo científico assinado. O acesso depende de acordo de cada instituição com a CAPES, portanto não é acesso aberto.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.

  • BDTD (IBICT) Brasileiro Em operação Rede de informação científica

    Portal de teses e dissertações brasileiras, com pesquisa integrada.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: BDTD (IBICT)

  • BrCris / Ibict Brasileiro Em operação Infraestrutura de informação

    Projeto brasileiro para integração e análise de informações sobre pesquisa e inovação.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: BrCris / Ibict

  • Repositório de Dados de Pesquisa (RDP Brasil) Brasileiro Situação não verificada Infraestrutura de dados

    Iniciativas do Ibict para dados e informação científica; verificar a identificação e URL da implantação específica.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Repositório de Dados de Pesquisa (RDP Brasil)

Alternativas livres disponíveis

  • R Internacional Em operação Software livre

    Linguagem e ambiente livres de estatística para pesquisa reprodutível.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: R

  • Jupyter Internacional Em operação Software livre

    Notebooks abertos de ciência de dados, documentação e experimentos.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Jupyter

  • Dataverse Internacional Em operação Software livre

    Plataforma de código aberto para repositórios de dados de pesquisa.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Dataverse

Ainda não existe ou falta

  • Ferramentas livres para identificar manipulação em imagens científicas e irregularidades em dados.
  • Repositórios abertos de dados e códigos de pesquisa, com proveniência e licença.
  • Formação em reprodutibilidade para estudantes e docentes.

O que a pesquisa encontrou

Por que a adoção importa aqui

  • Ensinar publicação de dados e códigos reproduzíveis com licenças e metadados claros.

O que pode ser feito (em debate)

  • Documentar fluxos de verificação e reprodução de resultados.
  • Reproduzir tabelas e análises publicadas, com notebooks abertos.
Por que essa classificação, e quais as fontes

Ciência aberta e reproduzível depende de infraestrutura para publicar, acessar e verificar resultados. É também onde se constrói a capacidade de examinar suspeitas de irregularidade com método.

  • Disponibilidade FuncionalSciELO, CAFe e Portal de Periódicos existem.
  • Maturidade Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.
  • Adoção FuncionalSciELO, BDTD, CAPES e serviços RNP possuem operação institucional; a cobertura e o reuso de dados científicos não estão mensurados aqui.
  • Autonomia Dados insuficientesAs fontes reunidas não apresentam amostra ou série comparável que permita classificar esta dimensão de todo o setor.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Além do digital

Energia, saúde, agropecuária e indústria: capacidades científicas, serviços e dependências produtivas além do software.

Energia

Setor ainda não levantado pelo MSB. A minuta de estatuto (Art. 12) inclui a energia entre as dimensões da soberania. 5 itens
Disponibilidade Consolidado Maturidade Funcional Adoção Funcional Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

Alternativas livres disponíveis

  • OpenModelica Internacional Em operação Software livre

    Modelagem e simulação científica aberta aplicável a sistemas físicos e energéticos.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: OpenModelica

  • PyPSA Internacional Em operação Software livre

    Modelagem aberta de sistemas elétricos e energéticos para estudos e ensino.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: PyPSA

Ainda não existe ou falta

  • Produção nacional de baterias, eletrônica de potência, inversores e componentes estratégicos, com avaliação por cadeia.
  • Integração de dados abertos, planejamento e capacitação para uso de ferramentas de simulação.

O que a pesquisa encontrou

O que pode ser feito (em debate)

  • Criar materiais didáticos sobre matriz energética, dados da EPE e modelagem elétrica aberta.
  • Comparar dependências tecnológicas por segmento, sem utilizar um único percentual de soberania.
Por que essa classificação, e quais as fontes

A soberania não se resolve só com software livre. Cada setor tem desafios científicos, industriais, econômicos e institucionais próprios.

  • Disponibilidade ConsolidadoONS, EPE, ANEEL e sistema elétrico estabelecido demonstram capacidades brasileiras de operação e planejamento; não implicam cadeia produtiva integralmente nacional.
  • Maturidade FuncionalDados e instituições de operação são consolidados; o setor inclui tecnologias diversas com níveis distintos de dependência externa.
  • Adoção FuncionalO consumo e a operação energética são monitorados em dados oficiais; não foi produzido indicador unificado de adoção de tecnologias energéticas nacionais.
  • Autonomia Dados insuficientesNão há neste conjunto estudo por cadeia de tecnologia: transmissão, geração, armazenamento, inversores, baterias e equipamentos.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Saúde e medicamentos

Setor ainda não levantado pelo MSB. A minuta de estatuto (Art. 12) inclui a saúde entre as dimensões da soberania. 6 itens
Disponibilidade Consolidado Maturidade Funcional Adoção Funcional Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

  • Sistema Único de Saúde (SUS) Brasileiro Em operação Sistema público

    Rede pública brasileira de ações e serviços de saúde; não é por si um software.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Sistema Único de Saúde (SUS)

  • e-SUS APS Brasileiro Em operação Software público de saúde

    Sistema brasileiro de informação em atenção primária, com versões para Linux e Windows; acesso sem custos não implica licença FOSS.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: e-SUS APS

  • Meu SUS Digital / RNDS Brasileiro Em operação Serviço e infraestrutura de dados

    Acesso do cidadão a informações e serviços de saúde, alimentado pela Rede Nacional de Dados em Saúde.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Meu SUS Digital / RNDS

  • Fiocruz / Bio-Manguinhos Brasileiro Em operação Instituição científica e produtiva

    Pesquisa, desenvolvimento e produção de imunobiológicos e diagnósticos no Brasil.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Fiocruz / Bio-Manguinhos

Alternativas livres disponíveis

  • OpenMRS Internacional Em operação Software livre

    Software livre internacional para prontuários e sistemas de informação em saúde, com exigência de adequação e governança locais.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: OpenMRS

  • DHIS2 Internacional Em operação Software livre

    Plataforma aberta internacional para dados de saúde e monitoramento; não presumir implantação nacional.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: DHIS2

Ainda não existe ou falta

  • Reduzir dependência em insumos farmacêuticos ativos e equipamentos críticos, de modo específico por produto.
  • Interoperabilidade segura e continuidade de sistemas de informação em saúde.

O que a pesquisa encontrou

O que pode ser feito (em debate)

  • Mapear tecnologias de produção nacional e gargalos da cadeia farmacêutica.
  • Produzir guias de formação e pesquisa aberta em saúde sem expor dados pessoais.
Por que essa classificação, e quais as fontes

A soberania não se resolve só com software livre. Cada setor tem desafios científicos, industriais, econômicos e institucionais próprios.

  • Disponibilidade ConsolidadoSUS, serviços digitais e instituições nacionais de pesquisa e produção estão em operação.
  • Maturidade FuncionalExistem sistemas clínicos operacionais e capacidade institucional; cobertura e interoperabilidade variam.
  • Adoção FuncionalO e-SUS APS tem versões correntes e o Meu SUS Digital oferece serviços aos cidadãos; não há nesta base séries suficientes de implantação e uso por município.
  • Autonomia Dados insuficientesSem desagregação confiável de dependências em fármacos, IFA, dispositivos, equipamentos e sistemas de dados.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Biotecnologia, agricultura e alimentos

Setor ainda não levantado pelo MSB. A minuta de estatuto (Art. 12) inclui produção e meio ambiente entre as dimensões da soberania. 6 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Funcional Adoção Dados insuficientes Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

  • Embrapa Brasileiro Em operação Instituição de pesquisa

    Rede brasileira de pesquisa agropecuária e transferência de tecnologias.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Embrapa

  • AgroAPI (Embrapa) Brasileiro Em operação Plataforma de APIs

    Conjunto de APIs para aplicações digitais agropecuárias; acesso por API não significa código FOSS.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: AgroAPI (Embrapa)

  • Zarc Plantio Certo Brasileiro Em operação Ferramenta de orientação

    Dados e orientações oficiais do Zoneamento Agrícola de Risco Climático para decisões de plantio.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Zarc Plantio Certo

  • Instituto Butantan Brasileiro Em operação Pesquisa e produção

    Pesquisa biomédica e produção de vacinas e soros; incluído aqui pela biotecnologia aplicada.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Instituto Butantan

Alternativas livres disponíveis

  • Open Food Facts Internacional Em operação Software livre

    Base comunitária aberta sobre alimentos; cobertura brasileira precisa ser conferida.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: Open Food Facts

  • OpenDroneMap Internacional Em operação Software livre

    Ferramentas abertas de fotogrametria úteis em pesquisa territorial e agrícola.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: OpenDroneMap

Ainda não existe ou falta

  • Dados comparáveis de dependências em insumos, germoplasma, sensores, máquinas e software agrícola.
  • Acesso e capacitação de pequenos produtores para uso de tecnologias abertas.

O que a pesquisa encontrou

O que pode ser feito (em debate)

  • Oficinas com dados Embrapa, Zarc e mapeamento territorial.
  • Mapear licenças, compatibilidade e custo de acesso de ferramentas agrícolas.
Por que essa classificação, e quais as fontes

A soberania não se resolve só com software livre. Cada setor tem desafios científicos, industriais, econômicos e institucionais próprios.

  • Disponibilidade FuncionalExistem pesquisa agropecuária, biotecnologia e sistemas de apoio à decisão desenvolvidos no Brasil.
  • Maturidade FuncionalEmbrapa e instituições de biotecnologia têm atuação consolidada; maturidade de cada tecnologia varia.
  • Adoção Dados insuficientesAs ferramentas estão disponibilizadas, mas faltam séries de adoção de soluções digitais por produtores e propriedades nos dados examinados.
  • Autonomia Dados insuficientesNão há neste levantamento matriz de dependência de sementes, equipamentos, insumos, patentes e processamento.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Indústria e equipamentos científicos

Setor ainda não levantado pelo MSB. A minuta de estatuto (Art. 12) inclui produção, ciência e infraestrutura entre as dimensões da soberania. 6 itens
Disponibilidade Funcional Maturidade Funcional Adoção Dados insuficientes Autonomia Dados insuficientes

Já existe no Brasil

Alternativas livres disponíveis

  • FreeCAD Internacional Em operação Software livre

    Ferramenta CAD paramétrica de código aberto para projeto e formação técnica.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: FreeCAD

  • OpenSCAD Internacional Em operação Software livre

    Modelagem paramétrica de peças 3D por código, com licença livre.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: OpenSCAD

  • KiCad Internacional Em operação Software livre

    Projeto eletrônico aberto para placas e circuitos, usado na formação e prototipagem.

    Fonte citada, consultada em 31/10/2026.Fonte: KiCad

Ainda não existe ou falta

  • Mapear a cadeia nacional de máquinas-ferramenta, instrumentação e manufatura avançada.
  • Capacitar empresas e instituições no uso de CAD e software de engenharia livres.

O que a pesquisa encontrou

O que pode ser feito (em debate)

  • Publicar roteiros de adoção de CAD livre e impressão 3D em escolas técnicas.
  • Documentar laboratórios públicos, infraestrutura e serviços acessíveis à população.
Por que essa classificação, e quais as fontes

A soberania não se resolve só com software livre. Cada setor tem desafios científicos, industriais, econômicos e institucionais próprios.

  • Disponibilidade FuncionalExistem instituições de metrologia, pesquisa e desenvolvimento tecnológico brasileiro; capacidades produtivas diferem entre segmentos.
  • Maturidade FuncionalHá serviços nacionais prestados por redes de inovação e institutos, mas não um indicador agregado de maturidade industrial.
  • Adoção Dados insuficientesOs serviços e ferramentas estão disponíveis; falta levantamento comparável de adoção na indústria, especialmente em pequenas empresas.
  • Autonomia Dados insuficientesSem análise por segmento sobre dependência de máquinas, software CAD/CAM, sensores e equipamentos de pesquisa.

Síntese editorial documental em revisão (31/10/2026). Não constitui auditoria nem índice oficial de soberania. Avaliado em 2026-10.

Fontes

Como ler

Disponibilidade
Existem soluções nacionais ou alternativas livres capazes de atender a necessidade?
Maturidade
Essas soluções são estáveis, mantidas, seguras e usáveis em situações reais?
Adoção
Quanto são usadas por cidadãos, escolas, empresas, universidades e instituições públicas?
Autonomia
O Brasil consegue entender, operar, adaptar, manter e evoluir essas tecnologias sem dependências críticas?

Classificação (as quatro barras de cada cartão)

  • Consolidado
  • Funcional
  • Em desenvolvimento
  • Lacuna importante
  • Dados insuficientes

Situação de cada item

  • Em operação
  • Em estruturação
  • Em revisão ou reduzido
  • Substituído
  • Situação não verificada

Origem

  • Brasileiro
  • Internacional
  • Misto

Os cartões reúnem iniciativas de diferentes naturezas: instituição, infraestrutura, serviço, software nacional e software livre internacional. As classificações das quatro dimensões são qualitativas e se referem ao setor como um todo. Indicadores numéricos são apresentados separadamente, com recorte, data e fonte. Cada item mostra se a informação veio do README do MSB, de uma fonte citada (consultada em 31/10/2026) ou se ainda não foi verificada. Para corrigir ou ampliar, abra uma Issue no GitHub ou converse no Discord.