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MSB

Movimento Sociocientífico Brasileiro (MSB)

Ciência, sociedade e soberania.

Um movimento popular que reúne gente de todas as áreas para estudar os problemas do país, produzir conhecimento aberto e fazer coisas concretas com ele: ensinar, pesquisar, desenvolver e adotar software livre, e levar propostas ao debate público. Está em formação e é aberto a quem quiser participar.

Emblema do MSB: um lobo-guará sobre um livro aberto, diante do globo terrestre

A ciência não pertence só aos laboratórios, nem entender a sociedade é tarefa só da universidade.

O Movimento Sociocientífico Brasileiro (MSB) é uma iniciativa popular voltada à educação, à circulação do conhecimento, à soberania brasileira e à participação da sociedade nas decisões que envolvem ciência e tecnologia.

História, Filosofia, Sociologia, Geografia, Economia, Biologia, Física, Química, Matemática, Computação, Saúde, Engenharias e outras áreas se encontram na vida de todo dia. Por isso o movimento junta Ciências Humanas e Sociais, Ciências da Natureza e conhecimentos técnicos, sem hierarquia de prestígio entre elas.

Não se exige diploma, profissão nem experiência com programação. Quem pesquisa, ensina, programa, traduz, escreve, desenha ou organiza tem lugar.

Por que sociocientífico e não apenas científico?

Só “científico” costuma sugerir

  • laboratório e Ciências da Natureza;
  • conhecimento que vai de quem sabe para quem não sabe;
  • ciência como assunto de especialistas.

“Sociocientífico”, para o MSB, é

  • Ciência de todas as áreas. Ciências Humanas e Sociais e Ciências da Natureza juntas, sem hierarquia de prestígio.
  • Conhecimento que também vem da população. Reconhecer e valorizar as experiências e as perguntas das pessoas.
  • Ciência como bem social. Ligada à educação, a projetos concretos e às decisões públicas, com rigor e abertura à crítica (Art. 7º).

Ler o preâmbulo da minuta do estatuto

O que o movimento faz

Educação e materiais abertos

Apostilas, sequências didáticas, vídeos, simuladores, oficinas e cursos introdutórios, inclusive de programação e ciência de dados, com licenças que permitem reutilizar.

Pesquisa aberta e integridade científica

Estudos reproduzíveis, ciência cidadã e cuidado com possíveis irregularidades, sem confundir erro, divergência de método e fraude comprovada.

Combate à desinformação

Alfabetização midiática, checagem e métodos verificáveis, como educação e participação social.

Software livre, principalmente em uso

Criar quando for preciso, mas sobretudo fazer as alternativas que já existem serem conhecidas, instaladas, traduzidas, ensinadas e mantidas.

Soberania

Científica, tecnológica, digital, produtiva e cultural. Não é isolamento: cooperação internacional combina com capacidade brasileira.

Projetos sociais e políticas públicas

Ações com escolas, comunidades e bibliotecas, e propostas fundamentadas para o debate público.

Disponível não é o mesmo que usado

Muita tecnologia livre já existe e segue sem uso. Uma alternativa que ninguém conhece, ou que ninguém consegue instalar, não diminui a dependência de ninguém. Por isso o observatório do MSB olha, em cada setor, para quatro coisas:

Disponibilidade
Existem soluções nacionais ou alternativas livres capazes de atender a necessidade?
Maturidade
Essas soluções são estáveis, mantidas, seguras e usáveis em situações reais?
Adoção
Quanto são usadas por cidadãos, escolas, empresas, universidades e instituições públicas?
Autonomia
O Brasil consegue entender, operar, adaptar, manter e evoluir essas tecnologias sem dependências críticas?

São 19 setores, com 40 tecnologias e instituições listadas e 50 lacunas apontadas, cada uma com fonte. Não há percentuais: as classificações são qualitativas, e o que ainda não foi levantado aparece como "dados insuficientes". Versão 0.2, em revisão.

A minuta do estatuto está aberta ao debate

Define princípios, participação aberta a qualquer pessoa e uma coordenação colegiada, sem presidência unipessoal. Ainda não é um estatuto aprovado: é uma versão de outubro de 2026 para discussão e deliberação coletiva.

Dois lugares para começar

Discord, para conversar e organizar

Dúvidas, debates, oficinas, grupos de estudo e a articulação dos projetos. Ao entrar, leia as regras, escolha seus interesses e se apresente.

GitHub, para código, pesquisa e materiais

Software livre, estudos reproduzíveis e material didático com licença aberta. Uma primeira contribuição pode ser corrigir um trecho de documentação.